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E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.”

João 8:32

 

No mesmo capítulo do livro de João, Jesus ensinava no templo os judeus sobre Sua Missão e o propósito a qual o Pai o enviou. Quando questionado: “Quem és Tu” no versículo 25, Jesus responde que quem o enviou é verdadeiro. Após o diálogo com os judeus, muitos creram Nele.

Neste momento no texto, Jesus com toda sabedoria orienta os judeus a permanecerem na obediência aos ensinamentos que os conduzirão a serem de fato, verdadeiros discípulas e discípulos, conhecendo toda a verdade que os/as libertará.

 

Diante deste texto, todos nós somos chamados/as a serem discípulos/as de Cristo, a qual todos os dias temos a sede de mergulhar em seus ensinamentos e crescermos espiritualmente, buscando a santificação e inserindo como estilo de vida o serviço e a prática missionária.

 

Deus nos desperta a buscarmos a Sua essência, sendo uma igreja saudável que conheça o seu chamado que é a de ser missionária. Igreja a qual é sustentada pelo Espírito Santo e que possui um corpo na busca da unidade e a de conhecer sua identidade. Nesta direção que com muita alegria convidamos você a conhecer um dos documentos mais importantes da Igreja Metodista que é o Plano Nacional Missionário (PNM) que tem como objetivo de estimular a evangelização na vida de cada metodista e de cada igreja local; revitalizar os ministérios leigo e clérigo nos vários aspectos da missão; promover o discipulado na perspectiva da salvação, santificação e serviço; fortalecer a identidade, conexidade e unidade da Igreja; implementar ações que envolvam a Igreja no cuidado e preservação do meio ambiente; promover maior comprometimento e resposta da Igreja ao clamor do desafio urbano.

 

Serão seis dias, onde buscamos desafiar a cada um a orar e iniciar ações em cima das ênfases missionárias.

 

Portanto, retiramos alguns trechos do Plano Nacional Missionário e inserimos sugestão de oração e ações, mas você pode realizar o download  de todo o documento a partir do site da Confederação Metodista de Jovens e/ou no site nacional da Igreja Metodista.

 

Que Deus lhe abençoe e busque sempre a Essência em Cristo para sermos uma Igreja Relevante.

 

Jovens Metodistas mergulhados/as no conhecimento e da presença de Deus.

 

Essência e Relevância

 

 

 

 

 

 

 

Primeiro Dia: 

Sugestão de oração e ações:

 

Ore e desenvolva ações para que cada casa de discípulos/as metodistas sejam um sinal visível da graça de Deus em cada rua de nossas cidades, e que a partir delas sejam formadas novas comunidades de fé nos bairros.

  

Ênfase 1: Estimular o zelo evangelizador na vida de cada metodista e de cada igreja local.

 

A Igreja, em função do seu chamado divino, é sempre missionária. O fundamento da Missão e a obra reconciliadora de Jesus. Por isso, colocar esta ênfase como prioridade absoluta significa reafirmar que somente a Missão justifica a presença da Igreja no mundo.

 

Essa ênfase, deseja gerar um crescimento quantitativo, qualitativo e orgânico na vida da Igreja Metodista. Ha clareza de que o crescimento da igreja é obra do Espirito Santo, no entanto, a expansão em todas as direções, conforme Mateus 28.18-20, “Indo, fazei discípulos”, é de nossa responsabilidade.

Ênfases

Missionárias

 

 

 

 

Segundo Dia:

 Sugestão de orações e ações:

 

– Fortalecer a identidade metodista na vida e missão da Igreja;

– Implementar a prática do discipulado na vida de cada leigo e leiga em consonância com as orientações da Igreja Metodista;

– Promover e incentivar os grupos societários (crianças, juvenis, jovens e adultos – mulheres e homens), fortalecendo-os a fim de que sejam espaços de descoberta e desenvolvimento dos dons, ministérios e frutos de santificação imprescindíveis para a realização da missão;

  

Ênfase 2: Revitalizar o carisma dos ministérios leigo e clérigo nos vários aspectos da missão.

  

Sobre o ministério leigo:

Na história da Igreja Metodista sempre se optou por uma eclesiologia embasada no sacerdócio universal de todas as pessoas crentes, vocacionadas e enviadas para a missão. Além disso, somos uma Igreja configurada em Dons, Ministérios e Frutos, com isso recoloca-se diante de nos, seus membros, o conteúdo da nossa pratica ministerial:

“Todos os membros da igreja, pelo fato de pertencerem ao povo de Deus por meio do batismo, são ministros do Evangelho, são chamados por Deus, preparados pela Igreja para, sob a ação do Espírito Santo, cumprir a missão, em testemunho, serviço e evangelização. […] Afirmamos que todos/as os crentes/as são responsáveis por seus irmãos e irmãs, devendo ministrar-se mutuamente com os diferentes dons que o Espírito concede a todo membro do corpo de Cristo”.

 

Sobre o ministério clérigo:

Os documentos pastorais definem explicitamente o papel do ministério ordenado na Igreja Metodista. Este ministério tem o seu espaço bem definido na legislação da Igreja, bem como seus contornos próprios. Este Plano Nacional Missionário destaca que:

 

“O ministério pastoral é entendido na visão protestante como um ministério especial chamado e preparado para zelar pela pura pregação da Palavra, ministrar corretamente

os sacramentos, zelar pelas marcas essenciais da Igreja e ainda cuidar da comunidade missionária como um todo, tudo isto como um mandato da Igreja […] O carisma pastoral não é algo individual apenas. Ele precisa de reconhecimento da Igreja e de sua integração ao carisma da Igreja como uma dimensão de sua apostolicidade. Ele é comunitário. Esse fato é assinalado de modo visível quando a Igreja ordena para o ministério pastoral.

Por isso, a tradição protestante reconhece no ministério pastoral um mandato da Igreja e não apenas uma qualidade individual. No ministério pastoral, não se pode sobrepor carismas ou qualidades pessoais ao carisma ministerial da Igreja”.

 

 

 

Terceiro Dia:

Sugestão de oração e ações:

 

Promover o discipulado na perspectiva da salvação, santificação e serviço.

 

Ênfase 3: Promover o discipulado na perspectiva da salvação, santificação e serviço.

 

“O Discipulado busca, à luz do próprio Cristo, fundamentar a comunhão, a convivência, a comunicação e a formação do caráter das pessoas relacionadas com o Senhor

e com sua comunidade, a Igreja, corpo vivo de Cristo”

 

O discipulado e compreendido como um modo de ser igreja. Assim sendo, não é um programa para atender o “modismo eclesiástico”. Ao contrário, mergulhando nos estudos do Evangelho, vamos perceber que o discipulado é uma condição para que as pessoas possam seguir o caminho aberto por Jesus Cristo. Ser discípula e discípulo de Jesus é uma exigência. No inicio do seu ministério terreno, formou um grupo de discípulas e discípulos e, igualmente, preparou essas pessoas (formando uma comunidade) para viver a radicalidade do projeto do Reino de Deus, produzindo frutos de fé, misericórdia, compaixão, justiça e amor, a luz do desafio do mandamento do Senhor.

 

Por isso, o Evangelho de Jesus Cristo, narrado por Mateus, Marcos, Lucas e João, é a base do projeto de discipulado, ou seja, viver, perdoar, sentir, intervir e caminhar em obediência aos preceitos do pai, como Jesus fez. No caminho do discipulado, ele confere identidade

a cada discípula e discípulo. Do mesmo modo, transmite as instruções acerca dos desafios e das oportunidades para segui-lo com alegria e singeleza de coração. O movimento wesleyano impõe uma prática do discipulado focada na salvação, na santificação e no serviço em nossa caminhada cristã. As “classes” produziram uma Igreja inserida em sua realidade utilizando uma estrutura de testemunho, mútuo amparo e instrução. Elas tornaram possível o crescimento, não apenas em termos numéricos, mas em qualidade e estilo de vida pessoal e comunitário. Wesley dizia não conhecer um cristianismo que não fosse social.

 

Nessa direção, três movimentos estão sendo conduzidos no discipulado metodista:

  1. Estilo de vida em que Cristo e o modelo, ou seja, “o caminho, a verdade e a vida” (Joao 14.6). Vivencia a luz dos valores da fé crista e na perspectiva do Reino de Deus;

 

  1. Método de pastoreio em que o pastor e a pastora dedicam maior atenção aos grupos pequenos (Células, Grupos de Discipulado e afins) e promovem dessa forma, relacionamentos fraternos, pastoreio mutuo e formação de liderança;

 

  1. Estratégia visando à evangelização e o crescimento, nos termos do ensino de Jesus, enviando seus discípulos e discípulas para o cumprimento da missão (Mateus 10). A Missão da Igreja é discipuladora, mantendo-se sempre a perspectiva da salvação, santificação e serviço.

 

 

 

Quarto Dia:

Sugestão de oração e ações:

 

– Fortalecer a identidade metodista e seus valores em termos de vida e missão de cada membro leigo e clérigo;

 

– Fortalecer a dimensão da conexidade metodista a partir dos ministérios leigo e clérigo como “característica fundamental e básica para a sua existência, tanto como movimento espiritual quanto como instituição eclesiástica”;

 

– Fortalecer a unidade da Igreja a partir do testemunho pastoral: “No essencial, unidade; no não essencial, liberdade; em tudo, caridade”;

  

Ênfase 4: Fortalecer a Identidade, Conexidade e Unidade da Igreja

 

Falar sobre identidade metodista implica em compreender quem somos e por que existimos no tempo (historia) e no espaço (geográfico/social). A nossa estrutura

organizacional, nossos documentos e as nossas práticas ministeriais demonstram o nosso modo de ser igreja, no contexto do mundo cristão, especificamente evangélico, no Brasil. Temos valores institucionais que definem a nossa identidade metodista:

 

  1. Somos uma comunidade fundamentada na Bíblia, pois cremos que ela é a revelação da Palavra de Deus e que contem tudo quanto é necessário para a salvação, bem como para a pratica do discipulado cristão;

 

  1. Somos uma comunidade conciliar, organizada nacionalmente, com relações de conexidade entre as Regiões Eclesiásticas, Regiões Missionárias, Distritos, Igrejas Locais, Campos Missionários, Pontos Missionários e Instituições Teológicas, Sociais e Educacionais em seus diversos âmbitos de atuação;

 

  1. Somos uma comunidade de governo episcopal, alicerçado no carisma pastoral da Ordem Presbiteral, guardiã da doutrina e da unidade do povo metodista brasileiro;

 

  1. Somos uma comunidade de discípulas e discípulos organizada em Dons e Ministérios sob um sistema representativo no qual as diferentes instâncias de liderança e de representação tem a sua legitimidade reconhecida, forjada e oriunda das igrejas e comunidades locais. Reconhecemos que a nossa forma de organização institucional tem fundamentos bíblicos/teológicos/missiológico que embasam a unidade da Igreja:

 

  1. A Oração Sacerdotal de Jesus: “Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em mim, por intermédio da sua palavra; afim de que todos sejam

um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste. Eu lhes tenho transmitido à glória que me tens dado, para que sejam um, como nós o somos; eu neles, e tu em mim, a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade, para que o mundo conheça que tu me enviaste e os amaste, como também amaste a mim.” (João 17.20-23).

 

  1. O apelo do apóstolo Paulo à unidade da Fé: “Esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz; há somente um corpo e um Espírito, como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação; há um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos/as, o qual está sobre todos/as, age por meio de todos/as e está em todos/as.” (Efésios 4.3-5)

 

 

 

 

Quinto Dia:

Sugestão de oração e ações:

 

Implementar ações que envolvam a Igreja no cuidado e preservação

do Meio Ambiente

 

Ênfase 5: Implementar ações que envolvam a Igreja no cuidado e preservação

do Meio Ambiente

 

O exercício da ética da santidade deve ser o principio de toda a ação ministerial da Igreja (social, educacional, teológica e missionária).

 

Considerando-se a necessidade do cuidado, preservação e uso sustentável do meio ambiente e seus recursos naturais ameaçado por: intervenção humana, mudanças climáticas e fenômenos que tem gerado desastres naturais, sofrimento e mortes. A atuação missionária do povo metodista deve “apoiar, incentivar e participar de iniciativas em defesa da preservação do meio ambiente”.

Assim, cada igreja local e congregações devem promover ações que caminhem na direção da preservação de nossa biodiversidade e de um desenvolvimento sustentável, conforme o principio da criação de Deus.

 

 OBJETIVOS:

 

– Estabelecer, a partir da Palavra de Deus e da herança teológica wesleyana, uma pauta de estudos e discussão que promova consciência ambiental, responsabilidade social e ações praticas voltadas a educação ecológica e aos processos de defesa e preservação do ecossistema;

 

– Educar cada membro metodista para que se conscientize do compromisso com o meio ambiente e se responsabilize por ações de preservação desse meio.

 

 

 

Sexto Dia:

 Sugestão de oração e ações:

 

–  Estimular a criação de projetos evangelísticos na área urbana;

 

– Motivar as igrejas a elaborarem projetos para o fortalecimento da vida familiar, abrindo os espaços dos lares para oração, comunhão, partilha, evangelização e serviço;

 

– Alertar sobre a urgente necessidade de análise das demandas que envolvem as populações rural, indígena, quilombola e também a colaboração que elas podem dar para o bem-estar e a sustentabilidade das cidades;

 

–  Estabelecer ações pastorais na perspectiva bíblica tendo como fundamento a ética crista, os novos desafios com relação a família, orçamento doméstico, violência contra a mulher, sexualidade, racismo, xenofobia, pedofilia, erotização infantil, trabalho infantil, refugiadas/os e temas que desafiam a Igreja;

  

Ênfase 6: Promover maior comprometimento e resposta da Igreja ao clamor do

Desafio Urbano

 

A resposta ao clamor dos desafios urbanos e uma ação vital no Plano Nacional Missionário e, evidentemente, deverá ter linhas orientadoras para os ministérios da Igreja nos âmbitos nacional,

 

O PVMI sublinha: “há necessidade de conhecer o bairro, a cidade, o campo, o país, o continente, o mundo e os acontecimentos que os envolvem, porque e como ocorrem e suas consequências. Isto inclui conhecer a maneira como as pessoas vivem e se organizam,

são governadas e participam politicamente, e como isto pode ajudar ou atrapalhar a manifestação da vida abundante”.

E destaca ainda que: “A missão acontece quando a Igreja sai de si mesma, envolve-se com a comunidade e se torna instrumento da novidade do Reino de Deus (Mateus 4.16-24; 2.18-20). À luz do conhecimento da Palavra de Deus, em confronto com a realidade discernindo os sinais do tempo, a Igreja trabalha, anunciando os dramas e esperança do nosso povo”.

 

O PVMI desafia a Igreja a fazer uma leitura de conjuntura e, igualmente, estar atenta aos sinais dos tempos, a fim de que a mensagem do Evangelho tenha ressonância pratica no momento histórico que vivemos. A questão urbana é de extrema importância, pois os indicadores apontam que mais de 80% da população brasileira concentra-se nas áreas urbanas. Isto significa que o Brasil, hoje, tem a sua configuração mais urbana do que rural, e isto é um fenômeno irreversível. Sem dúvida, a concentração urbana traz no seu bojo os mais variados problemas estruturais e, consequentemente, sociais. Grandes problemas afetam a população urbana em setores essenciais, como por exemplo saúde, educação, emprego, habitação e transporte. A dignidade do ser humano, cada dia mais, e ameaçada pela violência estrutural, conjuntural e pessoal, presente nas diversas esferas deste contexto.

 

Esta rápida consideração é suficiente para alertar sobre a urgente necessidade de uma evangelização que possa focar os seus olhares para a realidade urbana do nosso pais, trazendo a boa notícia do amor de Deus para a realidade da cidade. Ha necessidade de uma

pastoral urbana marcada pelo acolhimento e pelo comprometimento com os dramas do nosso povo.

 

O Brasil experimenta “na pele” as rachaduras de um sistema excludente e sem acesso aos bens fundamentais para uma sobrevivência digna, em consonância com os valores do Reino de Deus. Johannes Blauw afirma que: “a obra missionária é como um par de sandálias dado à Igreja para que essa se ponha a caminho”. As trilhas do mundo urbano exigem uma Igreja acordada 24 horas – a fim de que a prática missionária da comunidade possa ter ressonância frente aos graves problemas sociais decorrentes do nosso crescimento desordenado.

Espera-se que esta ênfase missionária possa gerar nas igrejas locais um testemunho vigoroso da graça de Deus em termos de evangelização e serviço diaconal, a semelhança de Jesus: “vendo eles as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam aflitas e exaustas

como ovelhas que não têm pastor” (Mateus 9.36).

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